INFERTILIDADE MASCULINA

15 de outubro de 2016

É importante lembrar que infertilidade não significa incapacidade de concepção. Nos últimos anos, a ciência da reprodução humana desenvolveu conhecimentos e tecnologias capazes de contornar quase todas as condições de infertilidade. Deste modo, as técnicas de reprodução assistida são capazes de vencer inúmeras barreiras para a concretização do sonho de ter um filho.

A infertilidade tem estágios diferentes e para cada um deles um tratamento adequado. Classicamente, a infertilidade é definida pela ausência de gravidez por um período de 12 meses de tentativas com relações sexuais regulares sem uso de métodos contraceptivos.

A taxa de fecundidade natural em casais onde a mulher tem até 35 anos, está em torno de 20% ao mês, ou seja, 75% engravidarão dentro de seis meses e aproximadamente 85% em um ano. Atualmente, calcula-se que até 20% dos casais em idade reprodutiva apresentem dificuldades em obter uma gestação, um dos maiores motivos de consulta médica especializada (OMS).

Infecções e Inflamações

Complicações como infecções e inflamações quando atingem as vesículas seminais ou a próstata – as glândulas responsáveis pela produção do líquido seminal – podem alterar as características químicas do sêmen ou possibilitar a ação direta de microorganismos sobre ele. Existe ainda o risco desses processos se alastrarem para os testículos ou para os canais que transportam os espermatozoides e o próprio líquido seminal. Seja qual for o caso, o efeito é o mesmo: infecções e inflamações afetam a mobilidade dos espermatozoides, podendo até imobilizá-los por completo. Além disso, podem obstruir os canais que conduzem os espermatozoides, impedindo sua liberação para o sistema genital feminino.

Alterações Hormonais

Predisposição genética, tumores, medicamentos – como os de controle da hipertensão – e certas doenças podem alterar o equilíbrio hormonal masculino, com reflexos diretos sobre a fertilidade. A baixa produção de testosterona, por exemplo, um dos problemas mais comuns, reduz a produção de espermatozoides e afeta sua qualidade.

Quantidade e Qualidade dos Espermatozoides

Diminuição da quantidade, da qualidade ou alterações na forma dos espermatozoides são responsáveis por 90% dos casos de infertilidade masculina. Denomina-se oligozoospermia a contagem de espermatozoides abaixo de 20 milhões/ml de sêmen. Já a ausência de espermatozoide no sêmen é chamada de azoospermia.

Varicocele

Trata-se da formação de varizes nas veias da região escrotal, onde estão alojados os testículos. As dilatações dessas veias prejudicam o fluxo sanguíneo local, a troca de nutrientes e levam ao acúmulo de substâncias tóxicas e ao aumento de temperatura. Esses fatores produzem oligozoospermia – a diminuição do volume de produção dos espermatozoides e de sua qualidade.

Distúrbios Imunológicos

Em condições normais, os espermatozoides permanecem confinados no interior dos testículos, sem contato com a circulação sanguínea. Mas traumas, infecções ou vasectomia podem romper esse isolamento, fazendo com que o próprio organismo, por identificá-los como agentes externos, produza anticorpos para combater os espermatozoides.

Postado em Especialidades por sacjamm