Reposição hormonal masculina: mitos e verdades

30 de Março de 2017
Clínica do Homem e Urologia em Salvador - Testosterona

Avaliação da quantidade de testosterona produzida pelo homem deve ser feita anualmente

O consultor tributário Maurício Saback, 52 anos, está satisfeito com seu desempenho sexual. Contudo, há alguns meses atrás, ele estava preocupado porque “as coisas não estavam muito bem”. Ao procurar um médico para saber o que estava acontecendo, descobriu que seus níveis de testosterona estavam abaixo do normal. A partir do diagnóstico, iniciou a terapia de reposição hormonal em forma de gel e agora, diz ele, “tudo está 100%”, garante.  A necessidade de repor testosterona a partir dos 50 anos de idade pode ser desconhecida por muitos homens que não procuram um especialista.

De acordo com o urologista e especialista em andrologia, Francisco Costa Neto (CRM-BA 9264/ RQE 116427), a queda dos níveis de testosterona pode acontecer desde os 30 anos, a partir de quando as taxas geralmente são reduzidas em até 2% ao ano. “Como esta queda é progressiva, alguns homens não percebem. Mas, a partir dos 50, o percentual de redução desse hormônio se intensifica muito”, destaca. Feita por gel, adesivos cutâneos ou injeções, reposição hormonal feita sob orientação médica melhora a libido, ajuda na perda de peso e no aumento da densidade óssea.

Além de melhorar a função sexual e corrigir problemas como disfunção erétil, diminuição do desejo sexual e até redução do tamanho dos testículos, a reposição hormonal pode combater distúrbios do sono, como insônia ou sonolência crescente provocados pela baixa de testosterona; reduzir a gordura corporal e aumentar a massa muscular, a força e a energia, sem prejuízo da saúde; elevar a motivação e a autoconfiança e aumentar a sensação de alegria e a disposição dos homens.

Vale destacar, porém, que a reposição incorreta e abusiva a que são submetidos muitos usuários de academia e atletas amadores pode prejudicar muito a saúde, ao causar insuficiência hepática e renal, infarto, trombose, AVC, queda de cabelo e infertilidade. “A reposição orientada por um especialista apenas devolve ao organismo a quantidade de testosterona ‘perdida’, ou seja, que deixou de ser produzida pelo organismo”, destacou Francisco Costa Neto. Para verificar se os níveis de testosterona estão normais ou se o homem precisa de reposição hormonal, é preciso avaliar a dosagem deste hormônio no organismo. “Esta avaliação que fazemos com frequência em nossa prática clínica é fundamental, sobretudo a partir dos 40 anos”, afirmou Neto.

Mitos – Existem muitos mitos espalhados por aí a respeito do assunto. Um deles é a afirmação equivocada de algumas pessoas de que a reposição de testosterona – prescrita adequadamente por um médico – causa câncer. “Esta informação é falsa, já que a reposição correta pode até proteger contra tumores. O risco de uma pessoa que faz reposição desenvolver algum tipo de câncer é o mesmo da população em geral”, destacou o diretor da Clínica do Homem.

Também é preciso esclarecer que a diminuição do hormônio masculino não é o fim da fertilidade, como muita gente pensa. Isso não passa de mito. Ao contrário do que acontece com as mulheres na menopausa, um declínio nos níveis de testosterona não significa infertilidade. Por fim, vale a pena desmitificar a afirmação de que apenas a reposição hormonal faz a testosterona voltar ao nível normal é um mito. Paralelamente à reposição, se esta realmente for necessária, o homem deve também adotar hábitos saudáveis de vida, tais como a prática regular de atividade física, a reeducação alimentar, o abandono do vício do cigarro e a adequação da vitamina D no organismo, por meio de exposição solar moderada ou suplementação.

Sobre a testosterona – A testosterona é responsável pelo desenvolvimento muscular na adolescência, além das características masculinas, como voz mais grossa e ativação do desejo sexual. Na vida adulta, uma de suas principais funções é o anabolismo ou capacidade de reconstrução muscular. Por isso, quedas na produção deste hormônio estão intimamente ligadas à diminuição da massa muscular.

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Postado em Destaques por Carla Santana | Tags: